Revesti as armas do Todo-Poderoso,sua divina mão dignou-se me adornar;doravante, nada me assusta.Do seu amor, quem pode me separar?Ao seu lado, lançando-me na arena,não temerei nem o ferro, nem o fogo.Meus inimigos saberão que eu sou Rainha,que sou a esposa de um Deus!Oh, meu Jesus! Guardarei a armadura com que me visto ante teus adorados olhos.Até o entardecer da vida, minha mais bela veste serão meus santos votos![...]
Se do guerreiro tenho as armas poderosas,
Se o imito e luto com valentia,como a Virgem de encantos graciosos,também quero cantar, combatendo.Fazes vibrar as cordas de tua lira.
E esta lira, oh, Jesus, é meu coração!
Posso, então, das tuas misericórdias.Cantar a força e a doçura.
Sorrindo, desafio o combate.E, nos teus braços, oh , meu divino Esposo,
Cantando hei de morrer, sobre o campo de batalha,Com as armas na mão!…
["Minhas armas", in "Obras Completas de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face".
pp. 622-624. São Paulo, Editora Paulus, 2002]
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